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“Um homem bateu em minha porta e eu… fugi” : currículo, docência e letramento de gênero na educação física na educação infantil
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Metadados
Título
“Um homem bateu em minha porta e eu... fugi” : currículo, docência e letramento de gênero na educação física na educação infantil
Autor(a)
Aragão, Hanna Lins Frade de
Orientador(a) Coorientador(a)
Frasson, Jéssica Serafim
Data de aceite
2026-06-22
Data de disponibilizacao
2026-06-22
Data de publicacao
2026-06-21
Data de defesa submissao
2025-08-22
Citacao
ARAGÃO, Hanna Lins Frade de. “Um homem bateu em minha porta e eu... fugi” : currículo, docência e letramento de gênero na educação física na educação infantil. 2025. 189 f., il. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Física em Rede Nacional) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Descricao nota de grau
Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física em Rede Nacional, Mestrado Profissional, 2025.
Resumo Portugues
No Brasil, um país com raízes sexistas, a cultura e educação perpetuam uma visão desrespeitosa em relação aos corpos, especialmente em sua dimensão biológica e fisiológica, desde a infância. As tarefas, deveres, obrigações e responsabilidades também são realizadas a partir de tal questões, isto é, a mulher, tem desempenhado um papel secundário na sociedade, de subserviência ao matrimônio e de funções voltadas para a maternidade, enquanto os homens vêm desempenhando seu papel privilegiado, apoiando se no poder que é ofertado pela nossa cultura, tendo melhores salários, cargos e sendo compreendido quando ausente das tarefas domésticas e familiares. Nas aulas de Educação Física não é diferente, os diversos conhecimentos a serem ensinados/aprendidos são rotulados em sendo “de menina ou menino”, caso do clássico exemplo: futebol para meninos e voleibol ou dança para as meninas. Exemplos como esses e de diferentes ordens relacionados ao debate de gênero estão presentes cotidianamente nas escolas do Brasil, por isso a importância e necessidade de tematizar e problematizar essas questões no âmbito educacional. Deste modo, este estudo propõe como problema central a seguinte questão: De que forma a temática de gênero é abordada nos documentos curriculares que orientam a Educação Infantil no Distrito Federal e como ela é efetivamente tematizada nas práticas pedagógicas desenvolvidas pelas professoras dessa etapa de ensino? O questionamento se materializa no objetivo geral que busca identificar, analisar e compreender como o gênero é tematizado nos documentos curriculares que orientam o ensino da Educação Física na Educação Infantil no Distrito Federal e na prática pedagógicas das professoras dessa etapa de ensino. O desenho metodológico estrutura-se a partir da abordagem da pesquisa qualitativa e utiliza a pesquisa documental, grupo de estudos e diário de campo como instrumentos de coleta das informações. O estudo revelou uma grande distância entre o que é exigido pelas demandas curriculares e legais e a prática pedagógica das professoras. As abordagens sobre gênero nas escolas são limitadas e não sistemáticas, com discussões superficiais e pouco estruturadas. As professoras relataram desafios, como falta de formação adequada e pressões culturais e familiares, que dificultam a inclusão qualificada dessas questões na educação. Este estudo se opõe às abordagens pós-modernas que fragmentam as lutas sociais e ignoram as raízes históricas e materiais da desigualdade. Em vez disso, busca compreender as particularidades das opressões para fortalecer a unidade da classe trabalhadora e construir um projeto coletivo de emancipação, unindo trabalhadores em torno de objetivos comuns de transformação social. Por fim, enquanto recurso pedagógico, apresento um e-book que foi resultado do processo analítico do campo de pesquisa, onde tem como objetivo trazer a importância do letramento de gênero para o debate educacional, principalmente para a formação dos docentes.
Resumos em outros idiomas
No Brasil, um país com raízes sexistas, a cultura e educação perpetuam uma visão desrespeitosa em relação aos corpos, especialmente em sua dimensão biológica e fisiológica, desde a infância. As tarefas, deveres, obrigações e responsabilidades também são realizadas a partir de tal questões, isto é, a mulher, tem desempenhado um papel secundário na sociedade, de subserviência ao matrimônio e de funções voltadas para a maternidade, enquanto os homens vêm desempenhando seu papel privilegiado, apoiando se no poder que é ofertado pela nossa cultura, tendo melhores salários, cargos e sendo compreendido quando ausente das tarefas domésticas e familiares. Nas aulas de Educação Física não é diferente, os diversos conhecimentos a serem ensinados/aprendidos são rotulados em sendo “de menina ou menino”, caso do clássico exemplo: futebol para meninos e voleibol ou dança para as meninas. Exemplos como esses e de diferentes ordens relacionados ao debate de gênero estão presentes cotidianamente nas escolas do Brasil, por isso a importância e necessidade de tematizar e problematizar essas questões no âmbito educacional. Deste modo, este estudo propõe como problema central a seguinte questão: De que forma a temática de gênero é abordada nos documentos curriculares que orientam a Educação Infantil no Distrito Federal e como ela é efetivamente tematizada nas práticas pedagógicas desenvolvidas pelas professoras dessa etapa de ensino? O questionamento se materializa no objetivo geral que busca identificar, analisar e compreender como o gênero é tematizado nos documentos curriculares que orientam o ensino da Educação Física na Educação Infantil no Distrito Federal e na prática pedagógicas das professoras dessa etapa de ensino. O desenho metodológico estrutura-se a partir da abordagem da pesquisa qualitativa e utiliza a pesquisa documental, grupo de estudos e diário de campo como instrumentos de coleta das informações. O estudo revelou uma grande distância entre o que é exigido pelas demandas curriculares e legais e a prática pedagógica das professoras. As abordagens sobre gênero nas escolas são limitadas e não sistemáticas, com discussões superficiais e pouco estruturadas. As professoras relataram desafios, como falta de formação adequada e pressões culturais e familiares, que dificultam a inclusão qualificada dessas questões na educação. Este estudo se opõe às abordagens pós-modernas que fragmentam as lutas sociais e ignoram as raízes históricas e materiais da desigualdade. Em vez disso, busca compreender as particularidades das opressões para fortalecer a unidade da classe trabalhadora e construir um projeto coletivo de emancipação, unindo trabalhadores em torno de objetivos comuns de transformação social. Por fim, enquanto recurso pedagógico, apresento um e-book que foi resultado do processo analítico do campo de pesquisa, onde tem como objetivo trazer a importância do letramento de gênero para o debate educacional, principalmente para a formação dos docentes.
Unidade academica
Faculdade de Educação Física (FEF)
Programa de Pos-Graduacao
Programa de Pós-Graduação em Educação Física em Rede Nacional, Mestrado Profissional
Idioma
por
Tipo de documento
Dissertação
Formato
application/pdf
Direitos de acesso
Acesso Aberto
Palavras-chave
Educação física escolar||Gênero||Educação Infantil
Identificador OAI
oai:repositorio.unb.br:10482/54981
Data de atualizacao OAI
2026-06-22T01:08:22Z